Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Graforreia Intermitente

Opinadelas, Politiquices, Ordinarices, Música, Cinema, Lirismo, Contos e muito mais!

Graforreia Intermitente

Opinadelas, Politiquices, Ordinarices, Música, Cinema, Lirismo, Contos e muito mais!

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comparações Heuréticas: Anúncios e Instruções

Antes de iniciar com a comparação propriamente dita, tenho de deixar uma ressalva: Eu já não vejo “TV em direto” desde que os operadores começaram a disponibilizar as gravações automáticas – aquelas que guardam os programas durante 7 dias. Posto isto, como tudo o que vejo na televisão é no tal modo de gravação automática, não vejo um único intervalo ou, por arrasto, anúncio publicitário. Todos os intervalos são vistos em modo fast foward, que é como quem diz: “Anda depressa que eu quero é ver o resto da série.”

 O que se torna semelhante aos manuais de instruções. Quantas vezes leio (lemos) o manual de instruções? Pois… Quando leio, por regra, é porque preciso mesmo de esclarecer algo e passo à frente os avisos e os parágrafos que penso não interessarem.

Tal como só recorro ao manual quando não sei fazer algo que, em princípio, deverá estar lá explicado, também só vejo determinados anúncios quando as pessoas que me rodeiam não param de falar ou mencionar um anúncio que nunca vi, nem fazia a mínima ideia que existia. Ou então quando nas imagens que ali passam a correr, vejo de relance algo que até me pode interessar.

Confesso que chego ao cúmulo de deixar passar, de propósito, a hora de início do programa que quero ver, para o começar a ver com desfasamento de horário. Quando não consigo aguentar muito tempo antes de começar a ver o referido programa, há sempre um intervalo maior que estraga o esquema, parando o fast foward e levando-me a suspirar um descontente: “Já cheguei ao tempo real!”. O que é basicamente o mesmo que começar a montar uma peça de mobiliário do Ikea e a meio ter de ir desembrulhar o manual de instruções porque estão a sobrar peças – ou porque alguém nos está a atazanar o juízo.

E assim surge esta comparação heurética. Os anúncios publicitários televisivos são como os manuais de instruções, só os vejo quando tem mesmo de ser. Para mim só são necessários quando quero ou tem de ser. Já agora, não querem inventar um novo sistema de divulgação de publicidade que só me permita ver o que quero ver e quando quero ver?

 

Lembrei-me agora que a preguiça às vezes é tanta que não passo à frente aqueles intervalos que anunciam a duração de 1 minuto ou menos. Acontece o mesmo quando as instruções se resumem a 3 desenhos num bocadinho de papel.

 

 

Comparações Heuréticas: Governos vs Estudantes Universitários

Passados estes meses desde a troca de Governo, formou-se na minha mente uma imagem mental que associou os Governos ao perfil de alguns Estudantes Universitários.

O Governo anterior – da coligação PSD/CDS, liderado por Pedro Passos Coelho – agia como o estudante que quer fazer boa figura. Cumpre os horários, vai às aulas, senta-se numa zona do auditório onde o professor possa eventualmente reparar na sua presença sem que o interpele para obter uma resposta que ele desconhece, estuda os resumos feitos pelos colegas e comparece aos exames numa tentativa de alcançar uma nota que lhe permita safar-se à época de recurso e evite o chumbo direto.

Claro que não é o melhor aluno ou o aluno mais aplicado, mas tenta dar essa imagem e, quando é preciso, copia pelo colega do lado ou por uma cábula escondida algures. E até chega a ir para os exames com uma ressaca combatida a Guronsan. Envolve-se nos grupos que dão mais destaque à sua posição na faculdade, como a tuna ou a associação de estudantes e, de vez em quando, vai até ao gabinete do professor para uma pequena conversa, apenas para que este se lembre dele e possa sentir alguma compaixão na hora da avaliação.

Por sua vez o Governo atual – resultado dos acordos dos derrotados de esquerda e liderado (talvez exista outro conceito mais apropriado, mas não me estou a lembrar de um conceito que explique o que por ali se passa) por António Costa – assemelha-se ao estudante bué da baldas (e, neste momento, na minha cabeça entoa a música homónima dos Despe e Siga) que aproveita bem as festas académicas e, recorrendo a um certo encanto juvenil, vai conseguindo terminar uma cadeira entre outra, mas demorando anos suficientes para desistir do curso ou se tornar no Dux Veteranorum da Academia.

É o estudante que está sempre naquele estado contínuo de bebedeira para evitar curar a ressaca. Passeia os livros pendurados pela capa – mas só de casa até à mesa do bar da faculdade onde os abandona até ser hora de voltar a casa. Raramente vai às aulas e nunca estuda para os exames. Falta às frequências e vai direto para o exame final, pois assim só tem de copiar uma vez. Apesar dos pais terem posses, graças à evasão fiscal, o estudante tem direito a uma bolsa que estoura em bebida e ganza, dizendo aos pais que as fotocópias estão cada vez mais caras e os livros são altos calhamaços. É conhecido como o gajo da borga sempre disposta a dar uma passa ou a pagar os copos aos amigos, pois o dinheiro não lhe custa a ganhar.

A minha conclusão: parece que é difícil ter um Governo que possua o perfil de um estudante de quadro de honra.

 

Comparações Heuréticas: Barbeiros Cirurgiões e Deputados por Acaso

Os resultados destas Legislativas 2015 geraram diversas situações (mais ou menos) cómicas ou infelizes - dependendo do ponto de vista. Uma dessas situações fez-me lembrar os barbeiros, da Idade Média, que eram igualmente cirurgiões.

Como os trabalhos de sangramento, de amputações, assim como de “tirar dentes” eram considerados brutais e potenciais causadores de infeções, os médicos da altura não os queriam assumir. Ora os barbeiros viram neles uma oportunidade de negócio e tornaram-se barbeiros cirurgiões, sinalizando as suas lojas com aquele posto de espiral vermelha e branca que agora associamos às barber shops dos filmes americanos.

Ou seja, se vivêssemos na Idade Média, podíamos aproveitar uma ida ao barbeiro para cortar o cabelo e, já agora, um pé gangrenado.

***

Na lista do Bloco de Esquerda, para o Porto, surge uma “doméstica” de 69 anos que, segundo este artigo do JN, presta as seguintes declarações:

Domicília Costa acabou por ser eleita, apesar de ter sido colocada em quarto lugar, como a própria confessa, "para preencher" a lista do Bloco de Esquerda pelo Porto.

E

"Só me vai complicar a vida. Toda a gente me diz que tenho que ir para Lisboa. Não sei como me vou organizar", confessa. E mesmo assim vai? A resposta de Domicília é imediata: "Claro que vou! Se fui eleita..."

Ou seja, para se ser deputado basta haver uma vaga na lista para preencher e, se por acaso, se conseguir determinado número de votos, temos um novo deputado que não demonstra qualquer vocação ou apetência para a política – caso contrário, nesta situação em concreto, não teria proferido tais afirmações.

Ficamos com mais um exemplo de que este sistema de eleger partidos não é o melhor, pelo que mais uma vez reitero esta questão: Não seria preferível escolhermos Pessoas em vez de Partidos?

 

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D